Magnífica reprodução a bico de pena do meu grande amigo XICO (Francisco Carlos S. da Silva) Arquiteto da UFRGS e Designer Gráfico de primeira, retratando o descanso de carreteiros nas várzeas de Porto Alegre no início do século XX.
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II Tropeada Cristóvão Pereira de Abreu nos campos de Cima da Serra - 4ª Parte

Dia 16, segunda-feira. Manhã com muita serração e cedo estávamos de pé para ajeitar a tropa.
O trajeto

A Lair fez um baita café.

Enquanto o Zé Ferreira toma um mate, o Marçal faz um revirado.


Baita foto do amigo Zé Ferreira.


As tralhas já estão preparadas e organizadas.



No Paraná tem o Cancioneiro da Rota (meu grande amigo Silvestre Alves) e aqui nos temos o Cancioneiro do Faz de Conta, rssss. Toca uma barbaridade, rssss.


Encilhando a "Meia Noite".


Zé Fonseca e Zoreia arreando a mulada.




Wernek montando seu cargueiro.




Zoreia e Edson.


"Meia Noite" e "Guri" prontos para jornada do dia.


Três velhos tropeiros de Jaquirana.


Tudo Pronto para a partida.


Então se vamos!


Subindo em direção ao centro de Jaquirana.




Já na cidade.


Igreja de Jaquirana e Praça Central.



Despedindo-se do antigo tropeiro serrano.



Saindo do calçamento.


Rumo ao Rio das Antas.


Ludimar Castilhos, grande amiga e incentivadora das tropeadas e sesteadas de Jaquirana.


Começando a descida de aproximadamente 300 metros.



Estes dois resolveram parar e apreciar a nossa passagem. Valeu cuscada.

Parada para ajustes e apertos.

O dia se firmou, com Sol bem forte.


Sr. Adão tirando a poeira da goela. A bebida alcoólica pode ser consumida durante a tropeada, mas com bastante controle. Em nenhuma hipótese é permitido tropear com sintomas de alcoolização que ofereça risco de acidente ou perturbe o bom andamento da mesma. Além disso, não faz parte da nossa proposta de resgate histórico-cultural. É lógico que o tropeiro bebia para espantar o frio ou em caso de dor estrema, mas jamais ao ponto de colocar em risco a tropa. Neste ponto nossos companheiros foram bem escolhidos e são bastante conscientes da responsabilidade de levar até o fim esta importante tropeada. Seu Adão, me dá um gole que secou a garganta de tanto falar, rsss.

E vamos descendo.

Infelizmente ainda existem pessoas sem educação, que deixam lixo ao longo das estradas rurais. Que coisa feia!


Olha o Rio das Antas lá em baixo! A vista é lindíssima.

Última curva

Rio a vista! O lugar é fantástico, natureza exuberante e vigorosa, mas veja o comentário das mulas mais adiante, rsss.


Uma refrescada nas patas.



Prosa de mulas: "vocês beberam da água do Rio das Antas. Chê que gosto ruim, eca! Será que até aqui está poluído?"

"Bem que eu notei um cheiro estranho, vai dar dor de barriga".


Enquanto isso nossos tropeiros mateavam e fofocavam, rsss.



O Zé Fonseca estava mostrando pro Zoreia, o tamanho das antas que viviam por aqui.


Eta boia gostosa, carne com batata, arroz e salada verde.


Mas bah!


Luciana e a "Estrela".

Que Trio!

Sr. Adão, grande amigo e parceiro da lida.

Depois da sesteada, hora de levantar acampamento.

Travessia da Ponte do Caraúno.



Agora é a vez de subir, subir, subir.....

Belas paisagens. No centro a direita aparece o Rio das Antas e no centro da foto, o caminho por onde descemos.

Mais paisagens.


Esta não perde nada para os postais europeus.


Continuamos subindo.


Que perfeição este vespeiro.

Chegamos a uma parte mais plana.




Mas de vez em quando, uma subidinha para não perder o ritmo.


A frente um conjunto de antigas taipas.



À tardinha já vai se indo.

Quase chegando ao pouso.



O pouso, Fazenda do Bugre, administrada pelo Sr José Clenor da Silva, o Zé Ray Ban, grande locutor de rodeios da região.


Que alívio!


Além do pouso a família do Zé Ray Ban ofereceu um suculento churrasco.


Da esquerda para a direita, Zé Ray Ban, Luciana, Dona Eroci Leonardo e Sr. Vitor Macedo.

Vai começar a comilança.




Chê, o churrasco estava muito macanudo, de primeira, e agradecemos de coração ao Zé Ray Ban, que pela segunda vez nos recebe em seu rancho com muita alegria e hospitalidade. E para completar Sr. Vitor e Adão nos brindaram com várias marcas.


E nos distraíram por um tempão.





No centro o Sr. Sinval que juntamente com seu neto Willian, serão nossos guia no último dia da tropeada.



Willian, guri de muita fibra declamando uma bela poesia.


Prosa bem descontraída.


Nosso Cancioneiro do Faz de Contas, Luizinho cantando com Sr. Adão até altas horas.


A noite foi se adiantando o cansaço foi pegando e aos poucos cada um se recolheu aos seus pelegos.

2 comentários:

  1. meus parabéns por este documentário em fotos,as imagens por si só mostram o que nossos antepassados faziam para que hoje o progresso chega-se nas nossas vidas...

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    1. Obrigado SGT Esequiel pelo comentário positivo

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